4 de julho de 2013
Trabalhadores gaúchos na resistência à ditadura
15 de junho de 2013
Documentário - Exilados
Neste sábado, 15 de
junho, data da morte de Nilton Rosa, a rede RBS exibiu o documentário curta-metragem Exilados, na série Histórias Curtas. O vídeo, dirigido por Boca Migotto,
mostra a viagem de Carlos Beust de Oliveira e seu filho Pedro, ao Chile.
No trajeto, Carlos,
que era amigo de Nilton Rosa, com quem militou no MIR, relembra momentos do seu
exílio e conta a história a Pedro, a quem só foi conhecer quando este já tinha
18 anos de idade.
Ambos visitam
lugares como o Museu da Memória, que relembra os crimes da ditadura chilena, o Estádio Nacional, onde
ficaram confinados os prisioneiros políticos, e a Universidade do Chile, onde
há um jacarandá plantado em homenagem a Nilton Rosa.
40 anos da morte de Nilton Rosa da Silva
Hoje se completam 40
anos da morte de Nilton Rosa da Silva, ex-aluno do Julinho que foi morto no
Chile, vítima das milícias de extrema direita. No Brasil sua morte não recebeu
destaque por ser um militante exilado, mas no Chile Nilton recebeu homenagens, e seu sepultamento foi acompanhado por cerca de cem mil pessoas. Atualmente,
diante do prédio em que ele estudava, na Universidade do Chile, há um jacarandá
plantado em sua homenagem.
O site Sul 21
publicou hoje uma matéria em homenagem a Nilton Rosa.
* Nilton da Silva virou jacarandá: um brasileiro morto pela ultradireita no Chile (Link para o artigo no Sul21)
Nei Lisboa - O Futuro do Exterminador
O músico
gaúcho Nei Lisboa é irmão de Luiz Eurico Tejera Lisboa,
ex-aluno do Julinho assassinado pela repressão em setembro de 1972 em São Paulo.
O
Futuro do Exterminador
(Nei
Lisboa)
Quê?
Não pode ser
Olha
aquele cara ali falando na televisão
Quem?
Não pode ser, não
Olha
esse retrato, é o diabo
Candidato
a bom cidadão
Hein?
Não pode, não
Nem
aqui agora, nem em outra encarnação
Eu
digo, quem? Presta atenção
Esse
torturava, esse era a mão do ditador
E
agora vem, pede à nação
Pede
de presente o futuro do exterminador
Eu
digo não, pelo país
Pela
honra, a terra, o céu civil do ano 2000
Eu
digo, quem? Não pode, não
Esse
limbo fede
E
quer medalha, emprego, proteção
Mas
nem num mundo cão
Veste-se
de glória a História acorrentada num porão
Por
cem, mais de um milhão
Por
um só pecado, o teu papel passado é de vilão
Nem
vem pedir perdão
Vai
pedir pro Vlado
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Luiz Eurico Lisboa,
música,
Nei Lisboa
14 de junho de 2013
Livro - Meninas e meninos marcados pela ditadura
A
série de reportagens As Crianças e a
Tortura, exibida pelo Jornal da Record essa semana, trouxe vários casos de
crianças e adolescentes que sofreram diretamente a violência da ditadura
civil-militar.
O
livro Direito à Memória e à Verdade:
Histórias de Meninas e Meninos Marcados Pela Ditadura, editado em 2009 pela
Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, é uma boa
indicação para iniciar uma pesquisa sobre o assunto.
As tentativas de apagar de nossas memórias os acontecimentos relacionados à ditadura militar no Brasil produziram uma sensação de apatia e até de indiferença nas novas gerações. Pouco se conhece sobre os porões da ditadura. Os ativistas políticos da oposição clandestina foram vistos como inimigos da ordem pública e apenas um ou outro personagem se tornou reconhecido, mesmo que tardiamente. Além disso, a velocidade do tempo na vida contemporânea e a circulação frenética de informações aumentaram ainda mais a distância desse passado recente.No entanto, as práticas de tortura não podem ser associadas apenas a um tempo já findo. Os corpos e as almas continuam a ser violados mesmo nos dias de hoje, demonstrando que não podemos considerar os microfascismos como superados. A publicação deste livro com histórias de meninos e meninas que foram marcados pela ditadura militar nos permite este duplo sentido: de um lado, reavivar a memória e, de outro, chamar a atenção para a necessidade de reafirmação constante dos valores em Direitos Humanos.Neste livro, são contadas histórias de adolescentes ativistas políticos, bem como o cotidiano de uma infância e adolescência modificadas radicalmente pela opção de seus pais em resistir à ditadura militar. Não se trata aqui de uma contabilidade ressentida de lamentos. Mas de mostrar que, nas trajetórias de vida, é possível entrever uma força positiva que apela para a necessária digestão da experiência. Como diz uma das canções lembradas no livro: “Perdoem por tantos perigos, perdoem a falta de abrigo, perdoem a falta de amigos, os dias eram assim...”.
Reportagem - As Crianças e a Tortura (5)
Quinta
e última parte da reportagem sobre as crianças vitimadas pela ditadura
civil-militar, exibida esta semana pelo Jornal da Record.
A quinta edição da série especial conversou com pessoas que presenciaram a prisão dos pais e nunca mais os viram. Assista!
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