Mostrando postagens com marcador Araguaia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Araguaia. Mostrar todas as postagens

27 de outubro de 2013

OAB pede revisão da Lei da Anistia.

Nesta última semana a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) anunciou que vai apresentar uma nova ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para rever a Lei da Anistia. Esta nova ação se baseia na decisão de 2010 da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que considerou o Brasil responsável pelo desaparecimento de 62 pessoas na Guerrilha do Araguaia, entre 1972 e 1974, determinando que o Estado brasileiro investigue os fatos e puna os responsáveis.

* Deu no O Globo: OAB vai propor nova ação para rever a Lei da Anistia (link para a notícia na página da OAB).

12 de junho de 2013

A condenação do Estado brasileiro pela CIDH


A Corte Interamericana divulgou no dia 14 de dezembro de 2010 a sentença sobre a Guerrilha do Araguaia (caso Gomes-Lund) que condena o Estado brasileiro a investigar os fatos, julgar e, se forem apontados culpados, punir os responsáveis. A Corte também condenou o país a determinar o paradeiro das vítimas da ditadura.
Nesta segunda-feira, 10 de junho, a Comissão Estadual da Verdade Rubens Paiva (SP) lançou uma publicação que analisa e apresenta a sentença. Para o lançamento, a comissão promoveu um debate com a presença da coordenadora da Comissão Nacional da Verdade, Rosa Cardoso.

Rosa, falando em nome pessoal, na condição de militante dos Direitos Humanos, declarou-se novamente favorável ao cumprimento integral da decisão da CIDH que, entre outros pontos, considera a Lei de Anistia de 1979 uma auto-anistia e, portanto, incompatível com o sistema internacional de Direitos Humanos.
Segundo Rosa, a decisão da CIDH tem "efeito cogente", ou seja, deve ser obrigatoriamente recepcionada e cumprida pelo sistema judicial brasileiro. "A decisão tem também um caráter pedagógico, de mostrar como funciona o sistema internacional de direitos humanos e a primazia dos direitos humanos frente aos Estados nacionais".
Os Estados nacionais, afirmou Rosa, se submeteram a essa obrigatoriedade ao aderirem ao sistema internacional de direitos humanos, do qual faz parte a CIDH (o Brasil aderiu à Convenção Interamericana em 1998). "Por isso, é uma contradição não aceitar essa cogência. Deve ser aceita a primazia dos direitos humanos sobre a lei de qualquer Estado", afirmou.