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3 de junho de 2017
Nilton Rosa da Silva, poeta lembrado pelo escritor Tabajara Ruas, a 44 a...
Homenagem do escritor Tabajara Ruas ao estudante Nilton Rosa, ex-aluno do Julinho, exilado e assassinado no Chile em 1973.
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14 de setembro de 2014
Poema "Hombre de America"
Eu, a aluna Mariana Fraga, tive a honra de recitar “Hombre de America” do Nilton Rosa da Silva no "Brasil Agradece Ao Chile III"
Só a experiência de recitar um poema em Espanhol já foi
algo, e sendo do Nilton, tive uma grande responsabilidade! Tive uma grande ajuda em
ensaios da professora de espanhol Cláudia Sanchez
e do professor de Teatro Vinicius Lopes. Sem contar o apoio do grupo!!! Valeu galera!!!
Deixo com você, querido leitor, o poema:
HOMBRE DE AMÉRICA
SUBI AL ALTO MAR IMPREGNADO
DE MONTAÑAS
Y MI GRITO DE HIZO MAS
FUERTE
QUE EL GRUÑIR DE LOS PÁJAROS
AMARILOS DE LA NOCHE
HOY ASALTO AL ESPACIO
CON UMA PEQUEÑA CÁPSULA DE
METAL
Y DOY PASOS LENTOS HACIA EL INFINITO
SIN MORDAZAS QUE
RESQUEBRAJEN
EL DOLOR INTENSO DE LA VIDA
MUERTA
HACE UNO, DOS O MASS DIAS
NACI
CONTINÚO DESAFIANDO LOS
DIOSES
Y LAS TEMPESTADES
PERPETUANDO LA MISERIA DEL DOMINIO
MAGNÁNIMO DEL ESPÁCIO
INFINITO
Y MI VOZ CONTINÚA SUABE Y
TRISTE
COMO LA VOZ DE LOS HOMBRES
CUÁNDO SE MATA UM TIRANO...
!AH! QUÉ ALEGRIA EN LOS OJOS
DEL MI PUEBO
!AH! QUÉ LEGRIA EN LOS OJOS
DE MI PUEBO
SY HOY AJUSTICIARON AL
TIRANO
SE PUDIESSE, PASARIA UMA
AGUJA POR TODO MI CUERPO
QUIZÁS ASI, PURIFICARIA MI
ALMA
14 de setembro de 2013
O funeral de Nilton Rosa
Esta semana, no dia 11 de setembro, completaram-se 40 anos do golpe militar ocorrido no Chile, que derrubou o governo democraticamente eleito de Salvador Allende, dando início à sangrenta ditadura de 17 anos do general Pinochet. A morte de Nilton Rosa, ex-aluno do Julinho e militante do MIR, está intimamente ligada a este golpe militar. Nilton foi assassinado três meses antes, por membros da ultradireita golpista, quando participava de uma manifestação de apoio ao governo de Allende.
A fotógrafa norte-americana Amy Conger estava vivendo no Chile, onde lecionava na Universidade, quando Nilton Rosa foi assassinado, no dia 15 de junho de 1973. Dois dias depois ela acompanhou o funeral e, por ter contatos entre os militantes da esquerda chilena, foi autorizada a fotografar o cortejo, que contou com a presença de cerca de cem mil pessoas. Após o golpe de 11 de setembro que colocou o general Pinochet no poder, pelo temor de ter suas fotos apreendidas e utilizadas para identificar os militantes da esquerda, Amy destruiu as fotografias reveladas e enviou os negativos para seu país natal. Em 2010 ela publicou o livro Nilton da Silva Rosa: June 17, Santiago. "We Don't Forget the Color of Blood". As fotografias mostram um panorama dos movimentos de esquerda da América Latina e da comoção causada pelo assassinato de Nilton. O nome completo de Nilton (Nilton Rosa da Silva) encontra-se invertido no título do livro por uma confusão, pois na língua espanhola o sobrenome paterno costuma ser o segundo nome, antecedendo o materno.
* Nilton da Silva Rosa: June 17, Santiago. "We Don't Forget the Color of Blood". Amy Conger. Nolvido Press, 2010 (link para adquirir o livro, é possível visualizar todo o livro no site).
Sobre Nilton, a autora escreveu:
Outro livro de Amy Conger resultado de sua estada no Chile entre 1972 e 1973 é Bienvenido to Nueva Havana: Santiago, Chile 1972-1973. Este livro reúne imagens da vila Nueva Havana, em Santiago, uma experiência de comunidade autogestionária iniciada em 1970, que sofreu intervenção dos militares após o golpe. Também estas fotografias foram escondidas e só foram publicadas recentemente pelo risco de serem utilizadas pela repressão da ditadura de Pinochet na identificação de apoiadores do governo de Allende.
Fotografias e citações: Amy Conger.
A fotógrafa norte-americana Amy Conger estava vivendo no Chile, onde lecionava na Universidade, quando Nilton Rosa foi assassinado, no dia 15 de junho de 1973. Dois dias depois ela acompanhou o funeral e, por ter contatos entre os militantes da esquerda chilena, foi autorizada a fotografar o cortejo, que contou com a presença de cerca de cem mil pessoas. Após o golpe de 11 de setembro que colocou o general Pinochet no poder, pelo temor de ter suas fotos apreendidas e utilizadas para identificar os militantes da esquerda, Amy destruiu as fotografias reveladas e enviou os negativos para seu país natal. Em 2010 ela publicou o livro Nilton da Silva Rosa: June 17, Santiago. "We Don't Forget the Color of Blood". As fotografias mostram um panorama dos movimentos de esquerda da América Latina e da comoção causada pelo assassinato de Nilton. O nome completo de Nilton (Nilton Rosa da Silva) encontra-se invertido no título do livro por uma confusão, pois na língua espanhola o sobrenome paterno costuma ser o segundo nome, antecedendo o materno.
* Nilton da Silva Rosa: June 17, Santiago. "We Don't Forget the Color of Blood". Amy Conger. Nolvido Press, 2010 (link para adquirir o livro, é possível visualizar todo o livro no site).
Sobre Nilton, a autora escreveu:
Nilton, um líder marxista do sul do Brasil, precisou entrar na clandestinidade. Ele deixou seu país em 1971 como milhares de outros. O hino chileno descreve o Chile como "un asilo contra la opresión". Ele ingressou no Departamento de Literatura Espanhola da Universidade do Chile.
Ele era conhecido como um falador incessante, um galanteador incansável, um trovador com o violão, um marxista internacional, um líder natural e um poeta. Seus companheiros de curso, seus colegas de faculdade, o amavam.
Ele também sabia o que havia ocorrido e estava ocorrendo no Brasil então, e contava a seus companheiros, em detalhes, em technicolor, sobre tortura, desaparecimentos e assassinatos. Ele havia estado lá, participado. Como uma multidão de chilenos, eles acreditavam que isto nunca poderia acontecer no Chile pois, eles explicaram, eles tinham a mais longa tradição democrática de qualquer país na América Latina. (Quantas vezes eu ouvi isso?) Ele costumava responder: Que es libertade?
As ruas pertenciam a Nilton naquela manhã. As calçadas estavam lotadas. Eu nunca imaginei que houvesse tantos apoiadores da UP [Unidad Popular, coligação pela qual Allende fora eleito] em Santiago dispostos a caminhar 10 km até o Cemitério Geral. Ali estavam de fato milhares de bandeiras e coroas de flores de todos os partidos de esquerda da América Latina, incluindo aqueles que sequer tinham a aprovação do MIR.
Para mim, as cenas mais memoráveis foram os estudantes com bandeiras erguidas no teto da Escola de Medicina gritando "Nilton da Silva?" e a multidão respondendo "Presente"; os estudantes em ambos os lados da rua baixando suas bandeiras quando o carro fúnebre de Nilton aproximava-se e passava; o Comitê Político do MIR totalmente exposto a um ataque cirúrgico dos fascistas, encabeçando a marcha dos enlutados; e as milhares de pessoas erguendo seus pulsos, subindo na columbaria, cantando a Internacional, enquanto o caixão é colocado em seu nicho.
As pessoas pareciam compreender que aquela seria a última grande manifestação da esquerda. Nilton representou seus objetivos e não apenas aqueles do povo chileno mas das pessoas anti-imperialistas e militantes ao redor do mundo que estavam tentando distribuir riqueza através dos meios democráticos.
Outro livro de Amy Conger resultado de sua estada no Chile entre 1972 e 1973 é Bienvenido to Nueva Havana: Santiago, Chile 1972-1973. Este livro reúne imagens da vila Nueva Havana, em Santiago, uma experiência de comunidade autogestionária iniciada em 1970, que sofreu intervenção dos militares após o golpe. Também estas fotografias foram escondidas e só foram publicadas recentemente pelo risco de serem utilizadas pela repressão da ditadura de Pinochet na identificação de apoiadores do governo de Allende.
Fotografias e citações: Amy Conger.
24 de agosto de 2013
Semana Temática Nilton Rosa (3)
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| Fotografia: Jornal do Povo |
Uma das boas surpresas na nossa participação na Semana Nilton Rosa foi a oportunidade de conhecer o professor paulista Ariceu Vieira, que também participou da luta armada contra a ditadura, sendo amigo de Nilton e convivendo com ele no início da década de 1970. Ele estava em Cachoeira do Sul, por outras razões, acompanhando a esposa, que é natural desta cidade, quando ficou sabendo da homenagem à Nilton Rosa através do jornal e entrou em contato com os organizadores para dar seu testemunho. Sua participação foi na mesma tarde em que apresentamos o projeto Direitos Humanos, Movimento Estudantil no Julinho e Comissão da Verdade.
Ariceu conviveu com Nilton no Chile. Juntos, percorreram o país atuando em uma montagem da peça O Pagador de Promessa, baseada na obra de Dias Gomes. Relata que o estudante gaúcho nunca revelava sua origem, embora o sotaque denunciasse que era do Rio Grande do Sul. Até agora, Ariceu não sabia que a cidade natal de sua esposa era também a do seu grande amigo.
Seu depoimento foi muito emocionado. Relatou que estava presente no momento em que Nilton foi metralhado, e acompanhou seu funeral. Defendeu o resgate de memória do período da ditadura nas escolas, e se colocou à disposição para colaborar com o nosso projeto. O Jornal do Povo, de Cachoeira do Sul, entrevistou Ariceu.
Testemunha ocular da história do mártir: Segredo é desvendado 40 anos após a morte do cachoeirense que virou herói no Chile - Jornal do Povo - 19/08/2013 - 06h00 por Luís Bacedoni (link para a matéria do jornal - para visualizar é necessário fazer o cadastro).
A matéria do jornalista Luís Bacedoni, que acompanhou e divulgou a programação durante a semana, também deu destaque à participação do Julinho na programação.
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| Fotografia: Jornal do Povo |
Para nós, o evento realizado em Cachoeira do Sul foi uma grande oportunidade de conhecer contatos que podem nos ajudar a aprofundar a pesquisa sobre este ex-aluno juliano, além de divulgar o projeto realizado em nossa escola.Julinho prepara documentário sobre ex-alunos
O Colégio Estadual Júlio de Castilhos, de Porto Alegre, um dos principais redutos de resistência à ditadura militar nos anos 70, prepara um documentário sobre os ex-alunos que combateram a repressão, entre eles o cachoeirense Nilton Rosa. Conhecidos como brancaleones”, alusão ao filme italiano “O incrível exército de Brancaleone”, dirigido por Mario Monicelli, os estudantes que agitaram o colégio Julinho nos anos de chumbo eram considerados anarquistas e atrapalhados.
"O Orelhinha chegou a ser intimado para comparecer à direção da escola e assinar documento no qual se comprometia em não promover desordens", relatou a professora pesquisadora Bárbara Maria Nunes. A estudante Mariana Guimarães de Fraga, que também integra o grupo de pesquisa, fez um relato sobre o cachoeirense e garantiu que ele não cumpriu os termos do acordo feito com a direção do Julinho e acabou sendo expulso da escola. O ano era 1968 e o país estava sob o jugo do Ato Institucional nº 5, que cerceou direitos civis e instalou a fase mais cruel da ditadura militar.
FILME - De acordo com a professora Bárbara, a pesquisa sobre os ex-estudantes que morreram lutando contra a ditadura está em andamento e o objetivo é produzir um documentário resgatando essa memória. Além de Orelhinha, outros dois alunos do Julinho foram mortos pelo regime militar: Luiz Eurico Lisboa, irmão do cantor e compositor Nei Lisboa, e o argentino Jorge Basso, que desapareceu quando lutava contra a ditadura militar em seu país de origem.
22 de agosto de 2013
Semana Temática Nilton Rosa (2)
O Jornal do Povo, de Cachoeira do Sul, publicou uma série de matérias cobrindo a programação da Semana Nilton Rosa, que ocorreu de 12 a 17 de agosto. No dia 16, sexta-feira, o jornalista Luís Bacedoni noticiou a nossa participação no evento.
* Jornal do Povo: 16/08/2013 - 21h26 por LUIS BACEDONI (link para a notícia na página do jornal - para visualizar a matéria é necessário fazer cadastro).Professores e estudantes do Julinho vêm falar sobre Orelhinha
Atividades deste sábado encerram semana alusiva ao militante que virou mártir no Chile
Professores e estudantes do Colégio Estadual Júlio de Castilhos, de
Porto Alegre, estarão neste sábado, em Cachoeira do Sul, para fazer o
encerramento da Semana Nilton Rosa, que resgatou a trajetória do
cachoeirense morto no Chile em 1973.
O painel sobre Orelhinha trará novas revelações sobre o ativista que
virou herói da resistência chilena contra a ditadura.
O grupo do Colégio Julinho está realizando uma pesquisa sobre o
cachoeirense, que foi estudante da escola nos anos 70, antes de ir para
o Chile.
Durante toda a semana um calendário de atividades foi realizado, no Bar
América, para resgatar a figura do jovem que lutou contra os regimes
militares no continente.
Um dos pontos altos da semana ocorreu na segunda-feira, quando os
economistas Ubiratan de Souza, o Bibica, e Calino Pacheco Filho,
conterrâneos que conviveram com Orelhinha, falaram sobre o personagem
que é considerado mártir pelos chilenos.
A semana foi organizada pela Coordenadoria Municipal da Juventude e
Levante Popular da Juventude (LPJ).
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18 de agosto de 2013
Semana Temática Nilton Rosa (1)
Ontem estivemos em Cachoeira do Sul, participando da Semana Temática Nilton Rosa. Este evento cultural, que homenageou o ex-estudante juliano e militante do MIR natural desta cidade, ocorreu entre os dias 12 e 17 deste mês, e foi promovido pelo Levante Popular da Juventude e pelo Grêmio Estudantil do Instituto João Neves da Fontoura, com o apoio da Prefeitura Municipal de Cachoeira do Sul.
Luciana Canto, Coordenadora de Políticas Públicas de Juventude da Prefeitura Municipal de Cachoeira do Sul, esteve no Julinho em busca de informações sobre Nilton Rosa e, ao conhecer o projeto Direitos Humanos, Movimento Estudantil no Julinho e Comissão da Verdade, nos convidou para participar. Fomos muito bem recebidos e tivemos uma oportunidade única de estabelecer novos contatos, obter novas informações sobre Nilton para nossa pesquisa, e divulgar o nosso projeto. Estiveram presentes os professores Sérgio e Bárbara, e as alunas Mariana Fraga e Maria Camila.
Outro participante do evento foi Calino Pacheco, membro do Comitê Popular Memória Verdade e Justiça, amigo e companheiro de militância estudantil do Nilton, que já colaborou com nosso projeto em 2012.
* Confira aqui a programação desenvolvida no evento.
Luciana Canto, Coordenadora de Políticas Públicas de Juventude da Prefeitura Municipal de Cachoeira do Sul, esteve no Julinho em busca de informações sobre Nilton Rosa e, ao conhecer o projeto Direitos Humanos, Movimento Estudantil no Julinho e Comissão da Verdade, nos convidou para participar. Fomos muito bem recebidos e tivemos uma oportunidade única de estabelecer novos contatos, obter novas informações sobre Nilton para nossa pesquisa, e divulgar o nosso projeto. Estiveram presentes os professores Sérgio e Bárbara, e as alunas Mariana Fraga e Maria Camila.
Outro participante do evento foi Calino Pacheco, membro do Comitê Popular Memória Verdade e Justiça, amigo e companheiro de militância estudantil do Nilton, que já colaborou com nosso projeto em 2012.
* Confira aqui a programação desenvolvida no evento.
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15 de junho de 2013
Documentário - Exilados
Neste sábado, 15 de
junho, data da morte de Nilton Rosa, a rede RBS exibiu o documentário curta-metragem Exilados, na série Histórias Curtas. O vídeo, dirigido por Boca Migotto,
mostra a viagem de Carlos Beust de Oliveira e seu filho Pedro, ao Chile.
No trajeto, Carlos,
que era amigo de Nilton Rosa, com quem militou no MIR, relembra momentos do seu
exílio e conta a história a Pedro, a quem só foi conhecer quando este já tinha
18 anos de idade.
Ambos visitam
lugares como o Museu da Memória, que relembra os crimes da ditadura chilena, o Estádio Nacional, onde
ficaram confinados os prisioneiros políticos, e a Universidade do Chile, onde
há um jacarandá plantado em homenagem a Nilton Rosa.
40 anos da morte de Nilton Rosa da Silva
Hoje se completam 40
anos da morte de Nilton Rosa da Silva, ex-aluno do Julinho que foi morto no
Chile, vítima das milícias de extrema direita. No Brasil sua morte não recebeu
destaque por ser um militante exilado, mas no Chile Nilton recebeu homenagens, e seu sepultamento foi acompanhado por cerca de cem mil pessoas. Atualmente,
diante do prédio em que ele estudava, na Universidade do Chile, há um jacarandá
plantado em sua homenagem.
O site Sul 21
publicou hoje uma matéria em homenagem a Nilton Rosa.
* Nilton da Silva virou jacarandá: um brasileiro morto pela ultradireita no Chile (Link para o artigo no Sul21)
8 de maio de 2013
Revista Punto Final homenageia Nilton Rosa (1973)
Punto Final era uma revista chilena de discussão
política, com uma linha editorial de esquerda. Foi fundada em setembro de 1965,
e em setembro de 1973 foi fechada pela recém instalada ditadura do general
Pinochet. Foi editada no exílio, no México, entre 1981 e 1986, e voltou a ser
publicada no Chile em 1989.
Na sua edição número 187, lançada em 3 de julho de
1973, a revista trazia um artigo homenageando Nilton Rosa da Silva, ex-aluno do
Julinho, morto em uma manifestação de rua em defesa do governo Allende, e
publicava um de seus poemas.
7 de maio de 2013
Poema de Nilton Rosa
Poema
de Nilton Rosa, ex-aluno do Julinho morto no Chile, publicado na revista
chilena Punto Final, número 187, de 3 de julho de 1973.
¡AMERICA!
En tu seno virgen
Adormece un gigante…
Un gigante que lucha…
Un gigante de luto
¡AMERICA!
En tu seno virgen
Adormece un gigante…
BRASIL…
¡Ah mi patria Brasil…
Yo el ser sin patria,
el increado de dios,
el nacido en tu cuerpo,
y creado en el cuerpo virgen de américa…
¡Ah mi patria… patria mía…
Yo que recorri todo tu cuerpo
que sentí la miseria y la opresión
junto con todos tus seres…
El clamor de la guerra,
de la lucha, de amor,
que sale de mi alma
y que resuena en toda américa,
es el mismo clamor, de tu pueblo,
de mi pueblo.
Mi patria no es sólo mi patria,
es la patria de los humildes,
de los explotados de este continente…
Mi patria hoy tiene su bandera rota,
hoy tiene su cuerpo sangrando,
mi patria hoy tiene su pueblo en duelo,
hoy tiene su pueblo en lucha…
Pero los fusiles que empuña
su pueblo en lucha,
serán la alegría y el porvenir del mañana
El mañana de américa es uno solo…
en el mañana tendremos en américa,
un gigante despierto,
un gigante que cubrirá de alegría y calor,
a los explotados de este continente.
Yo el ser despierto
que vive en otras tierras de américa,
que siente la alegría y el calor
de otros pueblos,
que sufre la miseria y la opresión
con otros hermanos.
Yo el ser despierto,
yo el ser creado, incremado,
hermano de tu cuerpo,
nacido de tus entrañas…
¡Ah! mi patria…
patria… mía
de todos los seres nacidos en
América.
Patria hoy manchada,
vilipendiada,
que hoy tiene su bandera rota
te clamo, reclamo,proclamo…
Grito con todo ardor de mi alma
¡LUCHA GIGANTE!
¡DESPIERTA GIGANTE!
Mi patria entonces no será mi patria,
yo ya no seré el incremado,
el ser sin patria,
seré el ser de américa
Mi patria será la patria de todos,
ya no habrá un
gigante
que duerme en américa virgen.
Porque en el mañana
habrá una américa despierta
y
única.
NILTON ROSA DA
SILVA, 1971.
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