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18 de janeiro de 2014

Vídeo - Repatriação do acervo Brasil: Nunca Mais

Assista aqui o vídeo sobre a repatriação do acervo de documentos reunidos pelo projeto Brasil: Nunca Mais.

Leia aqui sobre o Brasil: Nunca Mais, e conheça o site Brasil: Nunca Mais Digital.

8 de janeiro de 2014

Vídeo - Depoimento de Suzana Lisboa

Depoimento de Suzana Lisboa na audiência da Comissão Nacional da Verdade realizada em Porto Alegre no dia 18 de março de 2013. Suzana informa que há, no RS, quarenta e uma pessoas mortas ou desaparecidas do período da ditadura militar, e fala sobre alguns dos casos.

15 de novembro de 2013

Painel sobre Movimento Estudantil e Ditadura.

Raul Ellwanger, Bárbara Nunes, Maria Camila, Sérgio Ozório,
Mariana Fraga, Ignez Serpa, Cláudio Gutierrez, e Calino Pacheco.

No dia 9 de novembro foi realizado na escola o 2º Painel Direitos Humanos, Movimento Estudantil e Comissão da Verdade. As atividades ocorreram durante o sábado letivo dedicado às ciências humanas, e contou com a participação de outros professores da área e alunos, que tiveram oportunidade de ter contato com o trabalho desenvolvido pelo grupo do projeto.

A programação teve início com a apresentação da peça teatral Anos de Chumbo no Julinho - As Condições Ideais Para o Amor, montada pelo grupo do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) do teatro, coordenado pelo bolsista Hérlon, estudante da UFRGS, e supervisionado pelo professor Vinícius, professor de teatro da escola. A peça homenageia o ex-aluno Luiz Eurico Tejera Lisboa, e é baseada no livro Condições Ideais Para o Amor, que reúne seus poemas e cartas à sua esposa Suzana Lisboa, também ex-aluna da escola.

Em seguida os alunos Mariana Guimarães de Fraga, Maria Camila e Lucas Wilhelm Lopes da Silva apresentaram informações sobre as vidas de Nilton Rosa da Silva, Luiz Eurico Tejera Lisboa e Jorge Alberto Basso, ex-alunos julianos que foram mortos na luta contra as ditaduras do Cone Sul, e desde 2003 são homenageados através de um quadro situado no saguão da escola.

Na terceira parte da programação, deram depoimentos os convidados Cláudio Antônio Weyne Gutierrez, Calino Pacheco Filho, Ignez Maria Serpa Ramminger, e Raul Ellwanger, todos atuantes na luta contra a ditadura, tanto no movimento estudantil como na luta clandestina, em diferentes grupos como o POC, VAR-Palmares e VPR, entre outras.
Calino faz parte do Comitê Popular Memória, Verdade e Justiça. Gutierrez é autor do livro A Guerrilha Brancaleone, uma das obras que serve de base bibliográfica para o nosso projeto. Ambos já haviam participado do 1º painel, em novembro de 2012, e já colaboraram com o projeto concedendo entrevistas.
Ignez Serpa, com quem tivemos o primeiro contato, falou sobre sua militância política e suas ideias, e se disponibilizou a colaborar na pesquisa desenvolvida pela aluna Mariana. O músico Raul Elwanger, que atua no Comitê Carlos de Ré, além de falar sobre sua experiência na militância no Brasil e o exílio no Chile, tocou algumas músicas de seu repertório.

Os professores e alunos do projeto Direitos Humanos, Movimento Estudantil no Julinho e Comissão da Verdade agradecem aos convidados, e também ao grupo do PIBID do teatro, pela sua participação nesta atividade.
Agradecemos também à direção da escola que nos deu apoio e condições para a realização do evento, e ao colega professor Cláudio Vogt Jr que fez o registro em vídeo.
Por fim agradecemos ainda a todos os colegas professores e aos alunos que se integraram neste sábado letivo.

24 de agosto de 2013

Semana Temática Nilton Rosa (3)

Fotografia: Jornal do Povo

Uma das boas surpresas na nossa participação na Semana Nilton Rosa foi a oportunidade de conhecer o professor paulista Ariceu Vieira, que também participou da luta armada contra a ditadura, sendo amigo de Nilton e convivendo com ele no início da década de 1970. Ele estava em Cachoeira do Sul, por outras razões, acompanhando a esposa, que é natural desta cidade, quando ficou sabendo da homenagem à Nilton Rosa através do jornal e entrou em contato com os organizadores para dar seu testemunho. Sua participação foi na mesma tarde em que apresentamos o projeto Direitos Humanos, Movimento Estudantil no Julinho e Comissão da Verdade.

Ariceu conviveu com Nilton no Chile. Juntos, percorreram o país atuando em uma montagem da peça O Pagador de Promessa, baseada na obra de Dias Gomes. Relata que o estudante gaúcho nunca revelava sua origem, embora o sotaque denunciasse que era do Rio Grande do Sul. Até agora, Ariceu não sabia que a cidade natal de sua esposa era também a do seu grande amigo.

Seu depoimento foi muito emocionado. Relatou que estava presente no momento em que Nilton foi metralhado, e acompanhou seu funeral. Defendeu o resgate de memória do período da ditadura nas escolas, e se colocou à disposição para colaborar com o nosso projeto. O Jornal do Povo, de Cachoeira do Sul, entrevistou Ariceu.

Testemunha ocular da história do mártir: Segredo é desvendado 40 anos após a morte do cachoeirense que virou herói no Chile  - Jornal do Povo - 19/08/2013 - 06h00 por Luís Bacedoni (link para a matéria do jornal - para visualizar é necessário fazer o cadastro).

A matéria do jornalista Luís Bacedoni, que acompanhou e divulgou a programação durante a semana, também deu destaque à participação do Julinho na programação.


Fotografia: Jornal do Povo

Julinho prepara documentário sobre ex-alunos

O Colégio Estadual Júlio de Castilhos, de Porto Alegre, um dos principais redutos de resistência à ditadura militar nos anos 70, prepara um documentário sobre os ex-alunos que combateram a repressão, entre eles o cachoeirense Nilton Rosa. Conhecidos como brancaleones”, alusão ao filme italiano “O incrível exército de Brancaleone”, dirigido por Mario Monicelli, os estudantes que agitaram o colégio Julinho nos anos de chumbo eram considerados anarquistas e atrapalhados.
"O Orelhinha chegou a ser intimado para comparecer à direção da escola e assinar documento no qual se comprometia em não promover desordens", relatou a professora pesquisadora Bárbara Maria Nunes. A estudante Mariana Guimarães de Fraga, que também integra o grupo de pesquisa, fez um relato sobre o cachoeirense e garantiu que ele não cumpriu os termos do acordo feito com a direção do Julinho e acabou sendo expulso da escola. O ano era 1968 e o país estava sob o jugo do Ato Institucional nº 5, que cerceou direitos civis e instalou a fase mais cruel da ditadura militar.
FILME - De acordo com a professora Bárbara, a pesquisa sobre os ex-estudantes que morreram lutando contra a ditadura está em andamento e o objetivo é produzir um documentário resgatando essa memória. Além de Orelhinha, outros dois alunos do Julinho foram mortos pelo regime militar: Luiz Eurico Lisboa, irmão do cantor e compositor Nei Lisboa, e o argentino Jorge Basso, que desapareceu quando lutava contra a ditadura militar em seu país de origem.
Para nós, o evento realizado em Cachoeira do Sul foi uma grande oportunidade de conhecer contatos que podem nos ajudar a aprofundar a pesquisa sobre este ex-aluno juliano, além de divulgar o projeto realizado em nossa escola.

16 de agosto de 2013

Brasil Nunca Mais Digital

No dia 9 de agosto foi lançado o site Brasil Nunca Mais Digital, que disponibiliza online o acervo de documentos do projeto que deu origem ao livro Brasil Nunca Mais.


O livro Brasil Nunca Mais, lançado em julho de 1985, foi um dos principais marcos na luta pelo resgate da verdade sobre o que ocorreu durante a ditadura civil-militar. Esta publicação foi resultado de um projeto iniciado em 1979, quando um grupo de advogados e religiosos ligados à luta pelos direitos humanos começou a copiar documentos de processos no Supremo Tribunal Militar (STM) que continham informação sobre violações aos direitos humanos praticadas por agentes do Estado. Nestes processos, os advogados constataram que muitos presos políticos descreviam detalhadamente as torturas que haviam sofrido ou presenciado. O objetivo era evitar que durante a redemocratização os documentos que comprovassem as violações desaparecessem.

No início de 1980, com ajuda de entidades religiosas, foi alugada uma sala próxima ao STM, equipada com três máquinas copiadoras. Durante as 24 horas que tinham para estudar os processos, os advogados os levavam a esta sala, onde eram analisados e copiados por uma equipe. As cópias eram enviadas para São Paulo em ônibus, automóvel, ou em avião, e posteriormente, para garantir a segurança do acervo, o material foi microfilmado e enviado para a Suíça, ficando na sede do Conselho Mundial de Igrejas.

Após seis anos de trabalho, as informações existentes nos processos foram catalogadas e permitiram um estudo detalhado de quantos presos passaram pelos tribunais militares, quantos foram formalmente acusados e presos, quantos declararam ter sofrido tortura e quantos desapareceram, quais as modalidades de tortura utilizadas, e onde ficavam os centros de detenção. A síntese deste trabalho gerou o livro Brasil Nunca Mais.

18 de julho de 2013

Audiência Pública da CNV em Porto Alegre

Veja os vídeos da Audiência Pública da CNV em Porto Alegre no canal Youtube da Comissão da Verdade. Ali estão postados os vídeos de todos os 14 ex-presos políticos que depuseram à CNV. Entre eles está Calino Pacheco Filho (foto). Calino militou no movimento estudantil, juntamente com os ex-alunos do Julinho que formaram o grupo dos Brancaleones. Também foi membro da VAR-Palmares, preso e torturado em 1970, e atualmente integra o Comitê Popular Memória, Verdade e Justiça do Rio Grande do Sul.
Outra depoente é Suzana Keniger Lisboa, ex-aluna do Julinho, viúva do também ex-aluno Luiz Eurico Tejera Lisbôa, morto em São Paulo em 1972. Suzana participou da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos e é membro do Comitê Carlos de Ré.


15 de junho de 2013

Documentário - Exilados


Neste sábado, 15 de junho, data da morte de Nilton Rosa, a rede RBS exibiu o documentário curta-metragem Exilados, na série Histórias Curtas. O vídeo, dirigido por Boca Migotto, mostra a viagem de Carlos Beust de Oliveira e seu filho Pedro, ao Chile.
No trajeto, Carlos, que era amigo de Nilton Rosa, com quem militou no MIR, relembra momentos do seu exílio e conta a história a Pedro, a quem só foi conhecer quando este já tinha 18 anos de idade.
Ambos visitam lugares como o Museu da Memória, que relembra os crimes da ditadura chilena, o Estádio Nacional, onde ficaram confinados os prisioneiros políticos, e a Universidade do Chile, onde há um jacarandá plantado em homenagem a Nilton Rosa.


13 de junho de 2013

Reportagem - As Crianças e a Tortura (4)


"A quarta reportagem do especial As Crianças e a Tortura mostrou casos de mulheres que foram torturadas quando estavam grávidas. Luiz Carlos Azenha entrevistou essas mulheres, que revelaram detalhes sobre os momentos de violência."


Reportagem - As Crianças e a Tortura (3)



Terceira parte da reportagem sobre as crianças vitimadas pela ditadura civil-militar.
A terceira reportagem de Luiz Carlos Azenha mostra o caso do preso político mais jovem da história do regime militar. Além de ser preso e torturado, ele foi mandado para fora do País sem os pais.



11 de junho de 2013

Reportagem - As Crianças e a Tortura (2)

Segunda parte da reportagem do Jornal da Record sobre as crianças atingidas pela ditadura, que será exibida até sexta-feira. O Jornal da Record vai ao ar às 20h30.
Aos 16 anos, o jovem foi preso junto com o pai e torturado ao lado dele no mais temido centro da ditadura militar. Acompanhe a história na série As Crianças e a Ditadura.